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POR QUE PARTIMOS?
Tenho visto na telinha alguns blogs congelados,parados por longo tempo.Alguns prometendo o retorno dos seus proprietários,outros com adeuses declarados.Cansaço?Impossibilidades?Novos rumos? Adeuses anunciados são melhores ou piores para a despedida? Fiz uma reflexão sobre isso,nada muito original,mas sempre bom falar,pois um dia seremos nós a partir.
Um dia,há sempre um dia de partidas. Naõ deveria Existir tal dia!Mas lá estará a nos olhar por detrás das sombras,já fazendo acenos que por vezes não entendemos.partir não é alegria,dá uma certa tristeza.Mas partir é ordem da alma,por vezes. Partimos por tarefas cumpridas,ou medidas de transformações. Necessidade de renovação. Partir não é ferir apenas,é ferir-se também.Apegos,afeiçoes,saudades já acumuladas na alma por tantas presenças.O medo de partir faz por vezes a alma vacilar.Ou se vai num rompante ou...devagar,dando pistas,anunciando a ida assim como anunciam as chuvas o fim do verão a entrada da nova estação.Não penso que haja a vontade de ferir(pois ferir assim é também se ferir).Talvez,observo,que as lentas partidas,sejam apenas a vontade de ficar e o desejo da não partida,numa espécie de chantagem (ou seria mesmo um pedido?) afetiva;mas se o silencio se faz duro,desconcerta-se as incertezas e então a certeza dá o tom. Partidas anunciadas,me parecem cartas a espera de respostas. Mas se o silencio é constante,entendemos como sendo um adeus aceito.Então,as últimas esperanças se vão como folhas ao vento e a partida se torna inevitável. Já cheguei e partir inúmeras vezes:viajo com constância,assim,as despedidas são constantes e digo que não nos habituamos a elas.As afeiçoes se instalam na alma.mas ,mesmo que pedissem para ficar,em algumas situações isto se torna impossível devido as escolhas,caminhos,obrigações. No caso das despedidas amorosas,ou das amizades ,também existem conflitos e escolhas que se fazem dolorosas:despedidas definitivas ou apenas provisórias são realidades que nos incomodam e nos dão o gosto amargo da saudade e a certeza ou a incerteza dos afetos que pensamos ter conquistado. A verdade é que sentimos saudades dos que partem.Dos papos ,idéias,temperamentos,e das emoções que nos provocam e despertam.Isto eu percebo claramente.Alguns se tornam especiais.Por meu desejo pediria que nao se fossem! Mas,ir é ser livre então que as partidas sejam fecundas.Meu afeto continuará o mesmo,na expectativa de novos encontros.Afinal,cada partida pode ser um novo encontro frutificado de experiencias que me dará encantos possíveis.Penso que sim.
E aqui não falo da partida definitiva:a morte.Está sim,uma partida de tão absurda que nos causa dor só de pensar.
EXAUSTO
Eu quero uma licença de dormir,
Perdão para descansar horas a fio,sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida foi profundo sono das espécies,
A graça de um estado. Somente.
Muito mais que raízes. (ADÉLIA PRADO)
Meus amisgos,bom fim de semana(sentindo saudades!),mas semana que vem tem mais.beijos.
Escrito por LIV às 06h38
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1.Serie:cartas aos meus amados e odiados humanos.
Poesia da dor:
O TEMPO URGE FEITO LEOA EM NOITE ESCURA.o TEMPO RASTEJA FEITO SERPENTE ,SILENCIOSA E PERIGOSA SOBRE A AREIA.o TEMPO VORAZ TEM MANDÍBULAS DE CROCODILO A TRITURAR OS OSSOS DE JOVENS QUE SÓ QUERIAM BEBER ÁGUA DO RIO.o Tempo envelhece as estrelas e dÁ sabedoria ao homem?O que o tempo lhe ensinou?
Falar de certas dores e injustiças é a única arma para a indignação : (consciência)chega aoss poucos,infelizmente.mas chega.Hoje divulgo uma questão terrível sobre as relações humanas.Esta leitura abaixo,nos dá a oportunidade de uma reflexão sobre as afetividades,o poder,amor,compaixão,(ou no oposto:intolerância,desamor,que organiza a vida social pelo mundo.)Se não quiserem ler é um direito,mas é fundamental saber. O que fazer contra a violência? Organização social e conhecimento .
O DIA QUE A VIDA FALTOU(REAL E QUASE FICÇÃO)POUCOS SE IMPORTAM!
09/03/2007 Demografia: as meninas sacrificadas da Ásia 'Em razão dos abortos, dos infanticidas e da carência de cuidados com as meninas, faltariam hoje 90 milhões de mulheres na Ásia.
Anne Chemin
”É um número que conta de uma forma que lhe é própria o drama silencioso das desigualdades entre homens e mulheres na China: em 2006, se deixarmos de lado as crianças acometidas de patologias, cerca de 98% das crianças chinesas disponíveis para adoção e apresentadas pela organização Médicos do Mundo eram meninas.
"Na maioria dos casos, elas são abandonadas nos dias que se seguem ao nascimento", explica a pediatra Geneviève André-Trevennec, que dirige a missão pela adoção desta entidade, a maior empreitada francesa desta natureza. "Com a política do filho único, que é aplicada com rigor nas cidades, os pais não querem mais ter uma filha porque são os rapazes que transmitem o nome e que se encarregam de sustentar seus pais quando estes e Como explicar esta mortalidade excessiva das meninas recém-nascidas do continente asiático? "Elas são simplesmente vítimas de negligência nos cuidados médicos e na alimentação que elas recebem", explica Isabelle Attané. "Os programas de vacinação são mais respeitados quando se trata de um menino e, quando eles estão doentes, eles são conduzidos rapidamente até o médico, ao passo que os pais tardam a fazê-lo para uma menina". "A alimentação, ela também, é diferente dependendo do sexo das crianças", explica a pesquisadora. "Na Ásia, muitos pais fazem de tudo para manter o seu filho com boa saúde, ao passo que eles consideram como menos grave a possibilidade de perder uma filha".
Escrito por LIV às 18h35
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Se os meninos são bens tão preciosos, é por razões culturais que variam geralmente de um país para o outro. Na China, os filhos herdam os bens da família e, sobretudo, eles cuidam dos seus pais quando estes se tornam mais idosos, o que constitui uma tarefa fundamental num país que não dispõe de nenhum sistema organizado de aposentadoria. Na Índia, é a tradição do dote que dá azar para as meninas: quando do seu casamento, elas devem oferecer aos seus sogros uma quantia importante que não raro obriga as famílias de renda modesta a se endividarem. Nas regiões hinduístas, somente um rapaz pode acender a fogueira funerária dos seus pais, o que lhes permite escapar da errância eterna.
Ao longo das próximas décadas, este desequilíbrio em favor dos meninos modificará profundamente o perfil do continente asiático. "Os rapazes correm o risco de sofrer os seus efeitos durante a sua vida inteira, principalmente quando eles terão idade para formar um casal", sublinha o demógrafo Gilles Pison na revista "População e Sociedades". "As jovens mulheres, minoritárias, não terão dificuldades para encontrar um cônjuge, enquanto uma parte dos rapazes acabará ficando sem uma parceira".
Esta situação, que já vem provocando atos de violência contra as mulheres e tráficos de esposas, será agravada por uma incerteza demográfica: ao dar preferência aos meninos, a Ásia está inventando uma sociedade que, no futuro, contará menos mulheres, e, portanto, menos crianças... inclusive menos meninos.
Tradução: Jean-Yves de Neufville
Visite o site do Le Monde
QUESTAO MUITO SÉRIA QUE SÓ ESTANDO A MULHER NO GOVERNO PODERÁ POR PRIORIDADE POLITICA:EDUCAÇAO E DIREITO HUMANOS,TIRAR A MULHER(O SEXO FEMININO)DESSA OPRESSAO E EXCLUSAO HUMANA.MUDAR,MUDAR É A PLAVRA DE ORDEM.
Escrito por LIV às 18h31
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